Tá tudo cinza.
O coração aos pedaços.
Um nó no cadarço!
Não consigo desatar.
Tá tudo embassado.
O coração retalhado.
Um nó na garganta!
Difícil aguentar.
Olho para um lado.
Para o outro de lado.
Fumaça, fumaça, fumaça.
Nem os pés consigo enxergar.
Digito um T ou um Q, ou um Z.
Pra dizer.
E aperto o Del.
O que sinto não dá pra escrever.
Dizem que dormir é como um perdão.
Vou me deitar então.
E esperar o sono chegar.
A noite não pode acabar.
Juliana Tura
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