Se me perguntares, direi:
Foi por covardia.
Agora já não importa mais.
Não vou mais correr contra o tempo.
Não mais.
Deixarei o vento me levar.
Pra qualquer lugar.
Não quero mais saber.
É por covardia, direi.
É por pura covardia.
Meu mundo não é esse.
Ouça bem.
Não é, não é.
Meus planos são tão desiguais.
Tão normais.
Vou deixar que o vento me leve.
É duro não conseguir.
Duro levantar a seguir.
Como um prato
Estou rasa.
Com dor e apática.
É por pura covardia.
Ficarei assim.
Contemplando o andar dos que passam.
Por pura covardia, tão somente.
Juliana Tura
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