É, você ainda acredita.
Eu digo que sim.
Mas não é verdade.
Eu digo que não.
Mas não é verdade.
E você acredita.
Quantas vezes terei que dizer.
É, não é.
E você ainda acredita?
Não acredite em mim.
Eu minto.
Minto quando digo que sinto o que não sinto.
Minto quando digo te querer, ou não te querer.
Minto quando digo que sei o que não tenho certeza.
Eu minto.
Eu não gosto de mentiras.
Não gosto.
Eu não minto.
Eu digo o que sinto, não digo o que sinto.
Você não lê?
Nas entrelinhas?
Ah, menino.
Você não lê.
Que eu minto.
Digo, eu minto.
Não dá para perceber, não é?
Que eu minto.
Eu sempre minto.
Nunca é verdade.
Não é verdade que te quero.
Também não são verdades as coisas que sinto.
Por que as verdades não passam.
O que sinto passa.
Nunca acredite em mim.
Eu minto.
Eu sei que minto.
Porque eu sei o que sinto.
Não acredite em mim.
Não acredite.
Eu minto, sempre.
Juliana Tura
Nenhum comentário:
Postar um comentário