Tinha as mãos raladas, cortadas.
Mas não me importava.
Dizia: Não ria de mim.
E eu sorria por ele ser lindo assim.
Seus cabelos macios e ondulados
Viviam guardados.
Assim como os olhos que iluminados
Estavam sempre trancafiados.
Seu rosto meigo ficava amargo
Quando dizia: "Tô fedendo a cigarro".
E eu ao beijá-lo, ouvia:
Você é linda menina!
Eu insistia: Dê-me sua mão.
Vamos voar!
Não, não. Ele respondia:
É no chão que eu quero ficar.
Depois pensei em guardá-lo, poupá-lo
Do terror do desamparo.
Com medo de que fosse a última vez.
A última vez que eu fosse vê-lo.
Você me ajuda?
Ajudo.
Você já me ajudou.
Já?
(E foi a última vez)
Mas não me importava.
Dizia: Não ria de mim.
E eu sorria por ele ser lindo assim.
Seus cabelos macios e ondulados
Viviam guardados.
Assim como os olhos que iluminados
Estavam sempre trancafiados.
Seu rosto meigo ficava amargo
Quando dizia: "Tô fedendo a cigarro".
E eu ao beijá-lo, ouvia:
Você é linda menina!
Eu insistia: Dê-me sua mão.
Vamos voar!
Não, não. Ele respondia:
É no chão que eu quero ficar.
Depois pensei em guardá-lo, poupá-lo
Do terror do desamparo.
Com medo de que fosse a última vez.
A última vez que eu fosse vê-lo.
Você me ajuda?
Ajudo.
Você já me ajudou.
Já?
(E foi a última vez)
Juliana Tura
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